Dart 78.1/2 parte 10: bandeja superior

Braço de controle superior

Grandes amigos MoparMan´s!!

Estou me conformando que essa sessão da reconstrução vai ter muito mais partes do que eu esperava. Mas como o objetivo é mostrar a trilha para quem está precisando, e fazer isso com rigor de detalhes, vou mostrar cada peça separadamente, para registrar o estado em que estavam ao serem retiradas. Além disso, facilitar a identificação e nomenclatura.

Com a ajuda do meu amigo Márcio, toda suspensão do Dart já está fora do carro. Para começar as apresentações, eis o braço de controle superior, ou bandeja superior, ou, ainda, upper control arm, em inglês. Essa peça é uma das que participam do movimento da suspensão, tendo duas buchas que a prendem ao monobloco e uma junta esférica, conectada à manga de eixo ou spindle. É no braço que são feitas as regulagens de cáster e câmber do Dodge, por isso eu vou instalar as buchas off-set da Moog, que favorece a obtenção de cáster positivo, espero algo em torno de +4° à +6°, sem nenhuma outra alteração.

Das duas junta esféricas, uma está em péssima condição e a outra está mais ou menos, apesar do guarda-pó da segunda estar estourado. As quatro buchas dos parafusos de regulagem estão bem deterioradas, rachadas e deformadas. O braço está pintado de preto com alguns respingos de branco da tinta usada na pintura do carro, vou retirar essa tinta e pintar novamente, só não sei se pinto com spray mesmo ou a eletrostática. As novas  buchas e a juntas esféricas já estão prontas para serem instaladas.

 

 

Por enquanto é isso galera. Aguardem que essa semana teremos mais postagens.

Seguimos conversando.

André Monc

Dart 78.1/2 parte 9: reparo de pinça / disco de freio

Novidades para os freios

Fiz algumas aquisições para o sistema de freio do Dart. Comprei dois kits completos de reparo de pinça freio da marca TRW/Varga, referência RFFD 0011.7. O kit vem com os três pistões, dois guardas-pó, os três anéis de vedação e quatro retentores pequenos que ainda não sei para servem. Nesses final de semana consegui retirar os reparos antigos e preparar a pinça de freio para pintura e instalação dos novos reparos. Para tirar é teoricamente simples. Os pistões funcionam soltos na pinça, se ainda estiverem conectadas ao sistema de freio, basta pedir para alguém pressionar lentamente o freio, que eles saem. Caso contrário, um par de chaves de fenda e um amigo resolvem o problema. Cuidado pois tem fluido dentro da pinça. Em seguida, com uma lixa 1200 e um pouco de gasolina nova, dei um pequeno polimento nos cilindros da pinça para receber os novos reparos.

 

Outra coisa que adquiri foram os discos de freio dianteiros. Resolvi seguir a adaptação de um colega do Dodge V8 Yahoo Grupos, que comprou um disco de Renault Laguna V6 1998, tirou 5 mm do raio e aumentou o centro para 75mm, a mesma furação do disco do Dodge, 5×108. Com isso e um espaçador de 9 mm, o disco fica peferfeito instalado nos nossos Mopars. No meu caso comprei da Fremax, número: BD5843, da sério Carbon +. A Fremax é a empresa que fabrica os discos de freio da Stock Car, diante desse e outros detalhes mais o custo de R$ 138,00, resolvi arriscar. Os meus discos já estão cortados para encaixar no cubo, só falta o espaçador.

 

Por enquanto é isso galera.

Seguimos conversando.

André Monc

Dart 78.1/2 parte 8: desmontagem

Primeiro dia de trabalho

Hoje foi o primeiro dia de atividades na suspensão do Dart. Comecei por volta das 11h da manhã e trabalhei até umas 17h30. Nesse tempo tirei as pinças de freio, os discos de freio, a barra estabilizadora, o cilindro mestre, as pastilhas de freio (a do lado esquerdo estavam podres) e um terminal e o sleeve do lado esquerdo. Essa foi a parte mais fácil, agora é tirar as juntas esféricas e a barra de torção, que é o que dizem ser mais trabalhoso.

Amanhã vou continuar o serviço. Espero estar com tudo desmontado até o final do dia. Algumas peças irão para solda, outras precisam ser lavadas e pintadas. Com tudo do lado de fora vou começar a fazer as atualizações. Todas as peças novas já estão por la.

Algumas fotos:

  

  

  

Por enquanto é isso galera. Fiquem atentos que teremos novidades em breve.

Seguimos conversando.

André Monc

Dart 78.1/2 parte 7: rumo a oficina

Enfim liberdade

Meu antigo computador deu PT, então, estava sem poder editar as fotos e postá-las, por isso esse tempo sem postagem. Durante esse tempo muitas coisas novas aconteceram. Uma delas é que, após um longo tempo guardado pelas garagens de Basília, chegou o dia do Dart sair para a Sede, onde farei o trabalho de suspensão. Graças ao eu amigo Flávio, que no dia tinha o mesmo destino que eu, fomos tranquilamente para a oficina num entardecer chuvoso.

   

   

O carro funcionou bem durante o trajeto de cerca de 27 quilômetros, apesar de algumas engasgadas. Já está em cavaletes, um trabalho chato para quem não tem aqueles jacarés grandes. Até agora tirei as rodas e lubrifiquei todos os parafusos que serão mexidos. A ideia é que o óleo já atue, facilitando a remoção. Soltei os parafusos da regulagem da barra de torção e retirei as travas.

   

Outra novidade é que fiz o pedido na Firm Feel Inc. utilizando o serviço da BraBox. Entre no site para ver como funciona. Inicialmente iria pedir uns sleeves heavy duty e os pratos de reforço da balança. Refletindo melhor optei pelo sector kit, fabricado na FFI, porque diminui a flexão da região do braço pitman. Acredito que terei resultado melhor para o objetivo proposto e, também, porque já tenho um par novo de sleeves da Moog. Além disso é uma oportunidade de testar os serviços da BraBox, se der tudo certo, acabou o problema com tamanho e peso, com frete mais em conta. Vamos ver.

Em breve postarei mais fotos.

Seguimos falando.

Monc

Dart 78.1/2 parte 6: pastilhas e lonas de freio / rolamentos e retentores

Rolamento, retentores, lonas e pastilhas de freio Dodge

Essa semana resolvi comprar alguns detalhes que estavam faltando para a reconstrução da suspensão do Dart e que fazem parte do escopo do projeto. Estou aproveitando o trabalho para dar um grau no sistema de freio também, fechando o “chão”  do carro (suspensão, direção e freio). Depois de muito pesquisar pela internet, encontrei as referências para as pastilhas de freio, lonas de freio, cilindro mestre, burrinho (cilindro de roda), rolamentos de roda, retentores da roda,  reparo de pinça  e cilindro mestre. Essa postagem é sobre algumas dessas peças.

Rolamentos – Timken vs. SNR

Gostaria de retomar um tópico antigo sobre os rolamentos dianteiros. À época fui à uma loja de rolamentos, aqui em Brasília, e pedi pelos rolamentos de roda dianteira do Dodge. O vendedor, que disse ter trabalhado na Chrysler, puxou no sistema as seguintes referências: pequenos – LM11949/LM11910 e grandes – JL69349/JL69310 (referência errada). Comprei um par de cada da marca Timken. Após alguns dias estava visitando o blog parceiro Dodges, diga-se de passagem é o melhor para referência de peças nacionais, e encontrei uma postagem sobre os rolamentos com referência diferente para o rolamento grande.

Fiquei com a pulga atrás da orelha e fui a uma outra loja para tirar a dúvida. Pedi ao atendente pelos rolamentos Timken, mas estavam sem estoque. Por isso ele me trouxe dois rolamentos da SNR, que tem a mesma referência da outra marca. Assim pude constatar a diferença, os rolamentos grandes JL69349/JL69310 são para a Dakota e Caravan e não servem nos nossos A-Bodies brasileiros. O part number correto para os rolamentos grandes é LM67048 / LM67010.

O bom fruto dessa visita foi conhecer outro fabricante de rolamentos de qualidade. De acordo com o vendedor, a SNR está umas duas posições a frente da Timken numa Top List de fabricantes de rolamentos. Fato é que gostei muito das caixas, da lubrificação de fábrica, da embalagem de vedação e da aparência. Somente no acabamento que a Timken é visivelmente superior, mas o material usado na fabricação é o mesmo e as medidas são idênticas. Pelo preço, mas em conta, decidi comprar dois grande e dois pequenos para a roda dianteira.

  

Retentores

Aproveitando a visita à loja de rolamentos, perguntei ao vendedor se ele saberia dizer que retentores usar. Rapidamente ele trouxe um Sabó e um Vetracam, que são empresas do mesmo grupo, portanto, com qualidade semelhante. O da esquerda é o retentor dianteiro, referência 01756 GGO, e outro, traseiro, número: 0393. Foi um par de cada.

  

Lonas e pastilhas de freio

Até agora essa foi uma das referências mais difíceis de encontrar. Graças à um colega do Yahoo Grupo [Dodge V8], que também é de Brasília, consegui comprar um jogo de lona que serve tranquilo no Mopar nacional. A referência da lona de freio traseira é 1219FE e é fabricada pela Fras-Le, marca já bem conhecida. Junto vieram os rebites para montagem. A aplicação não é Dodge, mas com poucos ajustes fica perfeito.

De quebra resolvi dar uma olhada nas pastilhas de freio. Cheguei a comprar umas da Auco, de estoque antigo, mas pelo custo da peça, em torno de R$ 25,00, achei por bem optar pelas novas. Também fabricada pela Fras-Le, o número da peça é PD/8-NA. Coloquei algumas fotos comparando com a de estoque antigo.

 

  

Até agora foi isso. Ainda faltam os reparos da pinça de freio, que jás estou fechando com um colega de Brasília, o cilindro mestre e os burrinhos traseiros. Não encontro em loja nenhuma por aqui, acho que vou ter que ir de MercadoLivre mesmo. Quero peças Varga, alguém sabe onde encontrar?

Seguimos conversando.

Monc

Curiosidades

Enquanto ainda aguardo o ultimo pedido de peças para a suspensão, resolvi postar alguns detalhes a mais sobre as peças. Algumas delas vem com manual de instalação, dando o passo-a-passo de como fazer e referências de aperto. Pensei que isso pudesse servir a algum dodgeiro que esteja nessa aventura. Um detalhe importante, aconselho sempre  usar as medidas recomendadas pelos fabricantes das peças, garante bom funcionamento e durabilidade. Essas informações estão todas detalhadas nesses manuais. A intenção é que exista esse registro aqui para futuros projetos.

Buchas Off Set – Moog K7103

Parafuso de regulagem caster/camber – Moog K8243A

Juntas esféricas inferiores – Moog K7021 e K7023

Juntas esféricas superiores – Moog k704

Amortecedor – KYB Gas-A-Just

Espero que gostem!

Seguimos conversando.

André Monc

1000+ Visitas

Mais de 1000 visitas

Caros amigos Mopar-Maniácos, o MundoMonc já tem mais de mil visitas. Gosto de comemorar alguns números cabalísticos e para mim esse é um deles. Muito obrigado aos amigos que tem frequentado com regularidade o blog, e espero que tenham aproveitado das informações que encontraram aqui. Vamos rumo à 2000.

Seguimos conversando.

André Monc

Sobre projetos – Indicadores de avaliação

Avaliando o avanço

Gostaria de começar essa postagem re-lembrando o objetivo inicial do projeto da suspensão do Dart: reconstruir a suspensão dianteira e traseira, modificando e melhorando algumas características originas para deixar o carro firme e seguro. Isso pode ser resumido na otimização do sistema de suspensão original do carro. Lembrando que a ideia é explorar a nomenclatura Road/Track (mais uma feliz aplicação da nossa conhecida sigla), então as ações e decisões se baseiam nesse pressuposto. Mas não adianta somente ter um objetivo traçado, é necessário saber como está evoluindo e, também, ter indicador de que o objetivo foi atingido. Então, como saber se esse objetivo foi atingido? Que parâmetros e indicadores usar? Como medir o andamento do projeto?

No caso específico do Dart, avalio a evolução a cada peça que risco da lista de peças que preciso. Normalmente escuto o seguinte dizer por aí: “O carro nunca fica pronto”. Quando se saber onde quer chegar você vê o carro ficando pronto a cada dia, a cada peça recebida e a cada decisão tomada, é a construção da realidade que se deseja. Resumindo, o Dart fica pronto todo dia, o que é infinito é a capacidade de ter ideias e o tempo.

Mas o que realmente vai dizer se cheguei onde queria, um do indicadores finais, será o relatório da loja de alinhamento. Esse números dirão, de forma quantitativa, se o que planejei se tornou realidade. Isso associado a elementos qualitativos, que mostrarei futuramente, determina onde se chegou no final do projeto. Basicamente esse números são a medida do caster e camber do carro. Isso serve de desculpa para abordar um pouco sobre cada um deles.

Caster

O caster é o grau de angulação da ponta de eixo vista da lateral do carro e determina a estabilidade direcional. Nota-se na imagem que existe uma relação do valor do caster com a posição das juntas esféricas superiores e inferiores do Dodge. Se a junta esférica superior estiver posicionada atrás da junta inferior, a ponta de eixo estará inclinada na direção da traseira do carro, o caster é tido como positivo. No caso contrário, quando as juntas esféricas superiores estiverem posicionadas à frente das inferiores, a inclinação da ponta de eixo estará na direção da frente do carro, então o caster é negativo.

“O caster, quando positivo, projetando para a frente o eixo de giro, estabelece o ponto de carga para frente do ponto de contato da roda com o solo. Com isso, as rodas tendem a manter-se alinhadas para frente, impondo ao veículo uma trajetória em linha reta. O caster apesar de ser um ângulo crítico para o controle do veículo, não influencia no desgaste dos pneus.”(ABRAPNEUS)

Para o objetivo do meu projeto, estou buscando o máximo e caster possível, algo entre +4° e +6°. Quanto maior, positivamente, for a medida do caster, mais dura fica a direção, melhorando a estabilidade, principalmente em velocidades mais altas. Como vou utilizar direção hidráulica, essas medidas não tornaram o carro desconfortável para guiar, o que não seria o casa num Dodge com direção mecânica. Mas fica a questão do gosto. A Chrysler do Brasil surgere +1/4° à +1 1/4°, com ideal em + 3/4° para carros com direção, e 0º à 1º, com ideal em -1/2º.

Camber

Também é uma medida de grau da angulação das rodas, só que vista pela frente do carro. O camber positivo, a parte de cima da roda fica direcionada para fora do carro. No camber negativo, a parte superior fica direcionada para dentro do carro. Ao contrário do caster, medidas erradas, ou exageradas, influenciam diretamente no desgaste dos pneus e fadiga nos componentes da suspensão. Está ligado, também, ao comportamento do Dodge na curva, o camber negativo favorece a estabilidade em curva.

“A função do camber é distribuir o peso do veículo sobre a banda de rodagem dos pneus de maneira uniforme, evitando desgaste irregular dos mesmos. Desgaste excessivo nos “ombros” dos pneus são geralmente atribuídos a regulagens incorretas de camber.” (ABRAPNEUS)

No projeto do Dart estou buscando algo entre -1/2° à -1°. Não é muito, mas já favorece a dirigibilidade em curvas e não compromete muito a vida útil do pneu e dos componentes da suspensão.

Se ao final de todo o processo, o Dart atingir os números esperados, poderei dizer que, nesse quesito, os objetivos e metas do projeto foram atingidos.

Por enquanto é isso galera.

Seguimos conversando.

André Monc